sábado, 19 de setembro de 2009

Mais uma dica

Jorge de Sena voltou a casa. Vale a pena rever a obra.

Que o corpo repouse em paz e os escritos dessassosseguem os confortos instalados.

1 comentário:

  1. O corpo não espera. Não. Por nós
    ou pelo amor. Este pousar de mãos,
    tão reticente e que interroga a sós
    a tépida secura acetinada,
    a que palpita por adivinhada
    em solitários movimentos vãos;
    este pousar em que não estamos nós,
    mas uma sêde, uma memória, tudo
    o que sabemos de tocar desnudo
    o corpo que não espera; este pousar
    que não conhece, nada vê, nem nada
    ousa temer no seu temor agudo...

    Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
    quando um de nós ou quando o amor chegou

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