Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Alfabeto no feminino faz hoje 7 anos

Alfabeto no feminino é um livro que conta histórias de mulheres para um público de diferente constituição genética. Apresenta-se como uma obra despretensiosa e desassombrada que nos transporta a várias realidades e a diferentes estratos sociais e tipos de mulheres. De fácil leitura, cada história ocupa pouco espaço, na esteira das Kurzgeschichten alemãs do pós-Segunda Guerra Mundial. Desde a Ana até à Zulmira, percorremos um alfabeto, no feminino, de estórias que todos os dias nos rodeiam mas que, tantas vezes, nos passam ao lado.
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APRESENTAÇÃO DA OBRA: O livro chama-se Alfabeto no feminino.É composto por vinte e seis estórias. Todas elas protagonizadas por mulheres.De raças e nacionalidades várias.De idades e condição sóciocultural diversas.Solteiras, casadas e divorciadas.Amadas, desamadas e amantes.Filhas e mães.Filhas da mãe e filhas de boas famílias.Esposas e viúvas.De bem e de mal com a vida.Luz e trevas.Sonho e abismo.Realizadas. Angustiadas.Determinadas. Por determinar.Mas, para todo o sempre, tocadas pela graça divina do pecado original dos homens. Ámen.
Lina Alves madeira – Investigadora em História e escritora
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AUTORA: Ana Paula Mabrouk nasceu em 1968, na aldeia de Ribeira de Frades, às portas de Coimbra. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Estudos Ingleses e Alemães) e possui a pós-graduação no Curso de Especialização em Tradução, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Desenvolve a actividade de professora há 22 anos e está colocada na Escola Secundária com 3.º Ciclo Fernando Namora, em Condeixa-a-Nova. Paralelamente, faz traduções, tendo traduzido o livro “Coimbra: seus encantos turísticos” (Coimbra: its tourist marvels), da autoria de Rafael Marques e publicado pela Cruz Vermelha Portuguesa. É autora de 3 livros individuais, tendo participado em 8 colectâneas e ganho alguns prémios em concursos em Portugal e no Brasil.

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Em carne viva - livro recomendado

Caros amigos e leitores,
gostaria de informar que o meu livro Em Carne viva é um dos livros recomendados neste momento na livraria Bubok - https://www.bubok.pt/tienda/


Podem vê-lo e encomendá-lo online.


A autora- Ana Paula Mabrouk 

Sábado, 3 de Março de 2012

A Luz de Agosto - livro de Haikus

Apresentação do livro A Luz de Agosto




Autores: Orlando Jorge Figueiredo, Milagros Piris Vieira e Júlio Lemos



Local - Auditório do CETA - (junto ao Canal de S. Roque)

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Dia - 3 de Março de 2012, sábado, pelas 18h30m



Comunicação: Prof. Dr. Manuel Ferreira Rodrigues

Intervenção musical:

Mariana Vidal Barros-------Violino

Maria João Balseiro---------Flauta Transversal



Exposição fotográfica - Júlio Lemos



Apoio: CETA-Círculo Experimental de Teatro de Aveiro e Grupo Poético de Aveiro

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Escritora do mês - Olinda Beja

Caros leitores e amigos,
decidi começar hoje uma rubrica dedicada a um escritor por mês. Algumas informaçoes biográficas e bibliográficas, mas acima de tudo excertos dos seus escritos. O critério? O meu gosto pessoal e o fato de alguns escritores não terem espaço noutro tipo de publicação.

Este mês é dedicado à escritora São Tomense, Olinda Beja.

Biografia
Olinda Beja nasceu em Guadalupe – São Tomé e Príncipe, em 1946. Veio para Portugal ainda criança, para a Beira Alta. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade do Porto. Atualmente é professora na Suiça, em Lausanne, onde ensina o universo lusófono e a cultura e língua portuguesa.
A sua obra tem incidido principalmente sobre temas africanos, com títulos como Bô Tendê, Leve, Quinze Dias de Regresso, No país do Tchiloli e Pingos de Chuva em que a presença da sua Mãe África é profunda e plena de sentir.



QUEM SOMOS?

O mar chama por nós, somos ilhéus!
Trazemos nas mãos sal e espuma
cantamos nas canoas
dançamos na bruma

somos pescadores-marinheiros
de marés vivas onde se escondeu
a nossa alma ignota
o nosso povo ilhéu

a nossa ilha balouça ao sabor das vagas
e traz a espraiar-se no areal da História
a voz do gandu
na nossa memória...

Somos a mestiçagem de um deus que quis mostrar
ao universo a nossa cor tisnada
resistimos à voragem do tempo
aos apelos do nada

continuaremos a plantar café cacau
e a comer por gosto fruta-pão
filhos do sol e do mato
arrancados à dor da escravidão

Poema retirado da obra Aromas de Cajamanga

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Phenomenal woman by Maya Angelou

Phenomenal Woman








Pretty women wonder where my secret lies.
I'm not cute or built to suit a fashion model's size
But when I start to tell them,
They think I'm telling lies.
I say,
It's in the reach of my arms
The span of my hips,
The stride of my step,
The curl of my lips.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

I walk into a room
Just as cool as you please,
And to a man,
The fellows stand or
Fall down on their knees.
Then they swarm around me,
A hive of honey bees.
I say,
It's the fire in my eyes,
And the flash of my teeth,
The swing in my waist,
And the joy in my feet.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Men themselves have wondered
What they see in me.
They try so much
But they can't touch
My inner mystery.
When I try to show them
They say they still can't see.
I say,
It's in the arch of my back,
The sun of my smile,
The ride of my breasts,
The grace of my style.
I'm a woman

Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Now you understand
Just why my head's not bowed.
I don't shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing
It ought to make you proud.
I say,
It's in the click of my heels,
The bend of my hair,
the palm of my hand,
The need of my care,
'Cause I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.


Maya Angelou

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

dúvida

Dúvida



não sei se era amor
ou se amava o amor
com que me amavas

não sei se é egoísmo
ficar no seio da concha
que nos dá guarida no perigo

não sei se é eterna insatisfação
ou se já nasci assim
dividida entre o que sou
e aquilo que preciso ser

estou aqui
mas a minha alma está além
sou gente
mas não sei se sou alguém

Ana Paula Mabrouk

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Poema para o dia de São Valentim

Fechei-te a porta
E troquei a fechadura
Entraste pela janela

Corri os estores
E cerrei as cortinas
Entraste pelos fundos

Tranquei o portão
E soltei o cão
Entraste pelo coração