quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ancorar o Amor de Joaquim Santos

CONVITE




O Presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e a Folheto Edições têm a honra de convidar V. Ex.ª e família para a apresentação do livro "Ancorar o Amor" de Joaquim Santos, que terá lugar no dia 29 de Outubro de 2010, pelas 21:30 horas, na Biblioteca José Saramago, dos Serviços de Documentação (Campus 2) do IPL, em Leiria.

Nota: vou ser eu a apresentar o livro. Apareçam!


domingo, 10 de outubro de 2010

2ª Edição "Escritos e Escritores", em Avis

De 15 a 17 de Setembro irá ter lugar em Avis a 2ª edição de Escritos e Escritores, na qual terei uma participação modesta como apresentadora e moderadora da mesa 2, relativa ao lançamento do livro O Alfabeto Trapalhão de Lurdes Breda e Rute Reimão. É com muito gosto que acedi a este convite e que irei estar presente pelo segundo ano consecutivo. Deixo aqui o Cartaz do encontro, assim como o respectivo programa. Se estiverem por perto não deixem de assistir a este encontro.


PROGRAMA DA 2ª EDIÇÃO “ESCRITOS & ESCRITORES” 2010, EM AVIS




15 de Outubro (Sexta-Feira)



ESCRITOS E ESCRITORES NA ESCOLA

Agrupamento de Escolas de Avis

14:00 - Bruno Matos – Literatura Fantástica (alunos 7º, 8º e 9º anos)

Escola Profissional Abreu Callado

14:00 – Bruno Martins Soares – Literatura Fantástica (10º, 11º e 12º anos)

Auditório Municipal Ary dos Santos

21:00 – Espectáculo de Música Popular – Grupo de Cantares de Évora



16 de Outubro (Sábado)



10:00 – Sessão de Abertura – Sede da Amigos do Concelho de Aviz

Representantes dos Órgãos Sociais da ACA-AC

Convidados

Patrocinadores



10:30 – Mesa 1

Bruno Matos e Bruno Martins Soares

Apresentação/Moderação – Anabela Canela

Presenças de Professora Águeda Agudo e Professor António Sebastião



12: 00 – Inauguração da Exposição de Fotografia



15:00 – Mesa 2

Lurdes Breda e Rute Reimão

Apresentação/Moderação – Ana Paula Amaro

Lançamento do livro “O ALFABETO TRAPALHÃO”


16:00 – Mesa 3

Maria Antónia Pires Almeida e António Carrapato

Apresentação/Moderação – José Ramiro Caldeira

Lançamento do livro “MEMÓRIAS ALENTEJANAS DO SÉCULO XX”

Apresentação do livro “LUGARES ALENTEJANOS NA LITERATURA PORTUGUESA”



17:00 – Mesa 4

Ana Vidal e António Manuel Venda

Apresentação/Moderação – Fernandino Lopes



18:00 – Mesa 5

Jacinto Lucas Pires e Asun Estévez

Apresentação/Moderação – Fernandino Lopes e Lurdes Breda



21:00 – Mesa 6

Lançamento do livro “VERSEJANDO” – Antologia de Poesia Popular do Concelho de Avis – Prefácio de Rui Cardoso Martins,

Comemorativo do 10º Aniversário da Águia

Auditório Municipal Ary dos Santos

Apresentação/Moderação – Fernando Máximo, Fernandino Lopes, Anabela Canela.



DECLAMAÇÃO DE POESIA

Grupo de Teatro FAZIGUAL

Asun Estévez



17de Outubro (Domingo)
10:30 – Avis Inspira

Visita guiada ao Centro Histórico de Avis

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Poema 20 de Pablo Neruda

Enviado por um amigo, é um de muitos que podemos ouvir no Youtube: as novas tecnologias ao serviço da poesia.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

No vento

Ultimamente tenho tido pouco tempo para escrever mas em Agosto alternei entre a poesia e a crónica, numa dança de equilíbrios fugazes, entre o arrebatamento e a lucidez. Deixo-vos hoje um momento de arrebatamento. Espero que gostem. Fui muito feliz neste poema.



Voa, veloz no vento

Solta, singular e singela

Minh’alma de andorinha

Quase paira, quase pousa

No beiral do teu telhado

No ninho da tua vida.



21/06/2010
Ana Paula Mabrouk



sábado, 11 de setembro de 2010

Crónica IV - Ser artista (futuro livro)

Ser artista
“ Ser artista é não contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva, que resiste, confiante, aos grandes ventos da Primavera, sem temer que o Verão possa não vir. O Verão vem.”
Rainer Maria Rilke

Por vezes conto os anos – os meus anos – e penso que já vai sendo tarde para singrar neste mundo das letras. Há tanta gente mais nova do que eu com nome na praça e um palmarés invejável de publicações. Há tanta gente que alcançou a fama e é reconhecida e admirada e cuja carreira literária parece correr de vento em popa. Há tanta gente…

Invejo-os, é verdade. Não cobiço a sua fama, a sua projecção mediática, a sua riqueza monetária. Invejo as páginas que chegam a milhares de leitores, as ideias que se gravam na memória de quem as lê, os pensamentos que encontram eco em mentes similares, os acordes quase perfeitos da sinfonia das almas. Invejo a harmonia dos desconcertos e os encontros de ocasião que fazem todo o sentido. Gostaria de ultrapassar as barreiras do tempo e da frigidez da rotina que faz vénia ao bom senso. Odeio o bem comum, o politicamente correcto e o bom-tom dos que não escrevem literatura. Tenho pena de quem vive acomodado e nunca soube o quanto dói um grande amor. Nem viveu em êxtase ao menos um só dia!

Ser artista não é ser ditado pelos outros: nem sequer é uma escolha. Há trepadeiras de palavras e cascatas de conotações, que ora se enrolam em espiral nos nervos do ser, ora se despenham em lagos profundos de pensamentos azuis. Enraizados e inafundáveis.

Escrevo porque não sei viver sem os meus gatafunhos em desalinho a dar sentido às horas da vida, ao relógio da mortalidade. São os ponteiros as palavras; o mostrador a alvura manchada do papel. Papel cuja origem provém de alguma árvore centenária: anéis do tempo, seiva espumando vitalidade. Seiva que brota da árvore que sou e que resiste, dia após dia, aos grandes ventos da Primavera. Resiste às promessas em flor, enlameadas, muitas vezes, pelos aguaceiros de Abril. Resiste na estação dos sonhos concretizados dos outros. Resiste no anonimato de quem escreve e há muito deixou de se interrogar porquê e para quê. Resiste porque a seiva é sadia e forte e brota do fundo da árvore, sempre verde da esperança. Mesmo quando desespera e desanima.

Seiva verde de pensamentos azuis. No branco de todas as possibilidades. Sinestesias de olhos e mãos abertos ao mundo. Vejo e sinto com a pele dos meus dedos em movimentos. Frenéticos, felinos e fantásticos. Deixo fluir o Verão que me espera e que antecipo no prazer da certeza, de que um dia outros virão folhear as páginas da árvore da minha teimosia. Frondosa, nos ramos dispersos com os quais cobrirei de frescura os dias tumultuosos. O Verão virá. O Verão não deixará de vir. O Verão sempre vem.

E eu o esperarei sem contar os dias, os anos, as vidas passadas. Meus olhos serão raios de sol e meu rosto tisnado a certeza de que o artista permanece. O artista foi é e será. Aqui; no céu estrelado; em todo o lado.


Casais do Campo

6 de Agosto de 2010

23h 21m

quarta-feira, 1 de setembro de 2010